Hoje, com certeza a cultura nacional de cinema perdeu um grande nome.
O produtor de cinema Herbert Richers, dono da empresa pioneira no ramo de dublagens no Brasil, morreu nesta sexta-feira (20), aos 86 anos, na Clínica São Vicente, Rio de Janeiro, depois de um ano de padecimento, com uma doença de rins.
Em 1950, ele fundou na cidade do Rio de Janeiro, a distribuidora de filmes Herbert Richers S.A, que depois virou uma das pioneiras no ramo da dublagem no Brasil, conhecida pelo anúncio "versão brasileira, Herbert Richers". A empresa de Herbert Richers também passou a lançar filmes nacionais. Os destaques são O Assalto ao Trem Pagador (1962), Vidas Secas (1963), Bonitinha, Mas Ordinária (1963), Selva Trágica (1963) e Asfalto Selvagem (1964).
Hoje, a produtora possui um dos maiores estúdios de dublagem da América Latina e é responsável por grande parte dos filmes exibidos em português no País.
Lamento a perca desse grande homem, sobretudo com iniciativa e pioneiro. O Brasil ficou mais pobre com relação a mentes cinematográficas, hoje.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Ele aquário e eu peixe.

E ele tem o topete do Morrissey
E ele é um aquariano teimoso, um aquário de vidro blindado
E nós nos divertimos muito, rimos muito das nossas piadas internas
E ele fica tímido e não consegue falar de sentimentalidades
E eu adoro vê-lo com o rosto rubro de vergonha
E ele gosta de mim mais do que gosta de xuxu
E ele me chama de xuxu!
E eu adoro os carinhos dele
E adoro os cafunés, o jeito que mexe nos meus cabelos
E eu adoro bagunçar o cabelo dele
E eu fiquei triste porque ele cortou
E ele gosta dos anos 80,
E gosta da música dos anos 80
E ele me deu um coração, desenhado por ele
E eu uso numa camisa, como estampa
E não sei se é o coração dele.. eu queria o coração dele pra mim,
E eu queria ele pra mim.
E eu quero dividir tudo com ele
E eu adoro quando ele me abraça
E deita a cabeça no meu ombro
E parece que num momentos desses o mundo pára de rodar
E eu adoro os beijos tímidos dele
E eu gosto quando ele fica em silêncio, olhando nos meus olhos
E acho sempre que ele quer dizer algo, mas os olhos falam outra língua
E ele tem os olhos lindos, expressivos, os cílios lindos
E eu adoro as tatuagens dele, adoro o cheiro da pele dele, o hálito, os cabelos, os gestos
E eu sinto a falta dele quando ele vai embora
E eu torço pro ônibus dele demorar, só pra ele ficar mais tempo no meu abraço
E eu adoro quando a gente se beija no meio da rua, entre os jogos de luz dos sinais
E eu adoro quando ele segura minha mão, deita no meu colo
E eu adoro quando ele diz que preciso escutar Depeche Mode
E acho bonitinho quando sinto frio e ele me da o casaco dele
E poe por cima dos meus ombros e me abraça
E morro de rir quando discutimos
E eu acho que Saló é pior que Calígula, mas ele não acha
E a gente escuta música junto
E ele adora “Elephant Gun”
E ele bebe cerveja de menta, gosta de Fellini, e gosta de usar tênis
E eu acho ele excêntrico, mas admiro a criatividade dele
E ele gosta de desenhar e fez o próximo desenho que vou tatuar
E eu só quero ter ele por perto
E tenho planos de seqüestra-lo um dia.
E não conte a ninguém. Ele ainda não sabe das coisas que disse aqui.
E um dia eu tomo coragem e conto!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
E às vezes, minha vida parece um filme com roteiro de Curtiz

Já teve a sensação do novo se aproximando?
Já se sentiu tão insegura e indecisa e ao mesmo tempo sabe o que fazer, o que escolher?
Pois bem, eu só precisava distinguir oportunidades de coincidências. E qual é a distinção? Eu não sei explicar, é o que seu coração diz pra fazer, é o que você realmente quer ou não quer pra sua vida. E, num momento desses, parece que achei todas as soluções pros meus devaneios. Num momento desses senti que na verdade as coisas são simples, nós quem as complicamos. Penso que eu prolonguei alguns problemas com medo de resolvê-los e também das consequências de resolvê-los, como perder algo. Mas, se algo se perde não quer dizer que seja tão negativo assim, algumas coisas se vão, algumas pessoas se vão pra que apareçam novas. E é exatamente isso que tô esperando, e mesmo que não esperasse, automaticamente aconteceria, como tem acontecido, a diferença é que eu só adiantei, ou deixei de prolongar. Não, não quero me fazer entendida, quem tinha que me entender, já entendeu e da forma que for, bem ou mal interpretada.
É como costumo dizer, sinceridade demais às vezes abre uma oportunidade pra má interpretação e trás consigo algumas feridas também. Não dizem que verdade dói? Eu acho que nem sempre. Algumas verdades que eu soube e me levou a tomar algumas atitudes na vida me deixaram até feliz.
Nuevos tiempos! Só estou esperando as consequências dos meus atos, e antes de ter preocupações com o que as outras pessoas irão pensar, irão sentir, eu tô mais preocupada com o que eu vou pensar, o que vou sentir a respeito. Um pouco de egoísmo garante nossa sobrevivência.
Well, bom futuro a vocês e primeiramente, bom futuro pra mim, hahahahaha, eu tô mesmo merecendo! C'est la vie... =]
[Musicalidade: Dois dedos de conhaque_Canastra
"Não me expus, me escondi, me esquivei pra não cair e fiz das tripas coração pra conseguir.. ainda me resta uma certa dose de autoestima, uma faísca me ilumina, o que me ajuda a me aquecer, são dois dedos de conhaque pra beber".
Sentimento de hoje: De tudo está resolvido, e feliz demais por isso. Só esperando algumas respostas.
Imagem: O "tim-tim" de Bogart e Bergman em Casablanca_Michael Curtiz.. ]
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Jerry Lewis, Jerry Lewis, ele ainda não morreu... PARTE II



Com toda certeza, ontem, foi o melhor dia da minha vida, e acho díficil outro superar!
Jerry Lee Lewis, "The Killer", fez show em Belo Horizonte, terminando a sua turnê pela terra tupiniquim, depois de ter passado por São Paulo e Porto Alegre.
O show foi realizado no espaço do Music Hall, que mal podia comportar tantos fãs, euforicos!
Alex Valenzi and The Hideaway Cats, abriram o show para a lenda, outra banda muito boa, Alex que é considerado o mago do piano boogie woogie do Brasil, o verdadeiro seguidor e discípulo de Jerry Lee Lewis.
Não consigo mais descrever, foi um momento histórico e único, Lewis continua o mesmo artista talentoso que sempre foi, e não deixa aparentar que o tempo passou. A voz continua a mesma, as notas do piano também, e levou a galera à loucura com seus sucessos como "Whole Lotta Shakin' Goin' On", "Breathless" e "Great Balls of Fire".
Consegui uma fotênha com o baixista da banda do Lewis, o mister B.B. Cunningham.
Show foi fantástico, inesquecível, estou sem palavras e em extase até agora!
[imagem: *Alex Valenzi and The Hideaway Cats
** me and B.B. Cunningham, pra não perder o costume da tietagem.
***The Killer
Musicalidade:Crazy arms_Jerry Lee Lewis
Sentimento de hoje: "just like heaven" (melhor? IMPOSSÍVEL)]
sábado, 19 de setembro de 2009
Não quero que ninguém morra de amor por mim!

"Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!"
[Textualidade: Não quero_ Adriana Brito
Imagem: Net
Sentimento de hoje: Inteligencia emocional.. acho que estou numa das minhas melhores fases, coração tá batendo e tá em paz.. muito feliz, me divertindo muito e sem "dores cardíacas" e o mais importante: aberta para o novo! anseiando por mudanças e prontas pra elas! Mais uma fase de amadurecimento!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
The past

Me deu uma loucura de encontrar o passado. E assim que o vi, diante de mim, com aquele cheiro característico das coisas velhas, antigas, as tristezas dos papéis há muito tempo não tocados, as cifras para violar estavam intactas, com aquela cor amarelada de quem há muito tempo não vê luz, pois estava escondidas no baú, a poeira do tempo.
Encontrei meus velhos cd’s, nossa, todos arranhados, coisa muito antiga mesmo, já que há poucos dias perdi todas as mais de 5.000 músicas que tinha, tentei fazer das tripas coração, copiar as velhas músicas dos cd’s arranhados. Que delícia escutar o cd da Legião Urbana, na mesma ordem que um dia os comprei. “Eu sou a tua morte, vi conversar contigo, vi lhe pedir abrigo, preciso do seu calor”. Escutar “Clarice”, a personagem que em tempos remotos me identificava, tínhamos a mesma idade, 14 anos, a diferença é que ela morre, e eu viva estou (por enquanto).
Cantei como a adolescente deslumbrada que era por um acorde bem feito, cantei como nunca, imaginando cada frase dita, revendo-me em dias antigos, eu era cheia de vida, cheia de amor no coração, tinha uma esperança que as coisas dariam certo, naquela época eu não lia Niezstche.
Uma pessoa que já morreu, hoje em mim, em contato com as antigas lembranças renasceu. Era uma pessoa que adorava guardar tudo que lia e achava interessante, que tinha uma velha máquina fotográfica, que nas últimas páginas dos cadernos sempre desenhava e escrevia alguns ditames. Parece que foi ontem. Eu era tão idealista, acreditava em tantas coisas e mudava de idéia constantemente, a cada nova teoria conhecida, um novo filosofo. Era um retalho de teorias e acreditava que com o pensamento dos outros, remotos, eu poderia mudar o mundo. Gente, eu adorava Marx, achava seu semblante tão acolhedor.
Vestia as camisetas que eu mesma pintava, com frases políticas de revolta, anarquistas. Hoje, sou a pessoa mais anômica que conheço.
Encontrei meus velhos cadernos e trabalhos da faculdade, os joguei fora, dentro de um saco preto assim como a minha memória.
“É a verdade que assombra, o descaso que condena, a estupidez de quem destrói, vejo tudo que se foi e o que não existe mais.”
Revi as fitas k7 que fazia colagem, nelas mesmo, e as emcapava com durex largo, essas nunca jogarei fora, são minhas primeiras colagens, já que adoro essa técnica.
Minhas velhas revistas, minhas fitas de vídeo gravadas da MTV, uma raridade do especial do Nirvana e Metálica. “Tudo passa, tudo passará, tudo passa... tudo passará”.
Alí enterrada entre as lembranças, foi meu velho eu, deixei algumas coisas, algumas cifras para violão, os ensinamentos de campo harmônico, arpejos, escalas naturais... até me arrisquei a dedilhar meu velho Chico (meu primeiro violão), estragando assim minhas unhas.
Hoje me permiti reviver minhas lembranças, as velhas fotos da turma que sentava na escadaria da padaria da praça, minhas camisas de banda, meu cd preferido do Ozzy (speak of the devil). Eu morri e renasci em um único dia.
“E nossa história, não ficará pelo avesso assim, sem final feliz, teremos coisas bonitas pra contar... e até lá, vamos viver, temos muito ainda por fazer, não olhe pra trás, apenas começamos, o mundo começa agora... apenas começamos.”
[Musicalidade: Maurício_Legião Urbana
Sentimento de hoje: Uma put* saudade!
Imagem: Eu! Tinha 15 anos.]
terça-feira, 15 de setembro de 2009
A fé solúvel..

Sei lá, hoje me apeteceu compartilhar-vos um assunto que ontem me fez pensar, ontem estava de madrugada conversando com um amigo do Rio de Janeiro, agente já se conhece pela net há algum tempo, mas nunca tínhamos tido umas conversas do cunho filosófico, até que então, surgiu o tal assunto, de uma coisa boba, mas acabou me levando a pensar o que nunc’antes.
Bem ele falou que tive sorte ao adivinhar uma hipótese plausível para uma besteira qualquer, isso me levou refletir o que na realidade eu concebia como sorte. Na verdade disse a ele que no sentido geral da palavra não acreditava em sorte, que pra mim sorte não existe, e se existisse era a boa vontade de Deus... Meu Deus do céu, a conversa rendeu pro meu delírio né, eu digo que não discuto, eu humilho, no bom sentido é claro, no sentido de bons resultados, de conversar com bom senso e respeito.
Ele disse-me que sorte pra ele nada mais é que o auxílio de Deus na vida d’agente, eu como uma boa Nisztcheana que sou respondi assim:__ “então espera só as coisas caírem do céu, que Deus vai mesmo te ajudar... não saia pra trabalhar, pra estudar, batalhar seu lugar ao céu, que Deus vai mesmo te dar uma mãozinha, sem sair de casa, sem nada... não concordo Juh” (...)
Ele rebateu: __ “auhauhauhauha powww aii esse lance de esperar as coisas caírem do céu ..tb naum rola pow ..mas naum custa ter um pouco de fé né !alguma esperança pow !”
Eu revidei: __ “fé... e até onde a fé não se mistura com a sorte né? Até onde a fé é pura né? E impede da gente fazer uma "fezinha" pq acha que Deus vai ajudar, Oh Deus vai ajudar no jogo, que sujo, ser divinal mexendo com isso? Deus não participa da vida medíocre e podre dos humanos, e acho até que ele nem quer saber, pq ele já "refez" a humanidade uma vez e que "sorte" tiveram aqueles que ele salvou né? Eles que não andassem nos trilhos e fossem puros e não se misturassem com os ímpios não pra eles verem AHuahUA Iam todos arder na brasa, arder não né, iam morrer afogados com o dilúvio hUAHuahuA!”
Ele aduziu mais uma vez: __ “huahuauhuhahu pow tipo tuca .. eu acho que cada um tem o seu destino ...a trilhar .. por isso que pareçe que deus naum faz nd ..cada um tem a sua cruz para carregar pow mas pow vc naum pode ficar esperando a vontade de deus ...”
E eu disse, (adoro ser irÔnica, mas isso as vezes é um problema xD): __ “Não disse que Deus não faz nada, se dissesse isso pareceria que não acredito nele, acho que Deus é justo, não joga na loteria pra saber quem vai ser mais sortudo, ele beneficia quem faz por onde, quem acredita e quem tem fé, não adianta esperar que o pão caia dos céus, ainda mais hoje em dia, com a humanidade do jeito que tá, cada dia mais corrompida, mais gananciosa, Deus fez isso quando ainda restava um pouco de inocência no coração do homem, quando o homem ainda O respeitava, no tempo de Noé, Abraão.. hoje não, Deus ao invés de jogar o pão do céu, concede ao homem que pede um emprego... isso não é sorte, sorte é conseguir sem ter sido merecido, sem fazer por onde...”
E o Juh fechou a discussão com chave de ouro, com suas sábias palavras de monge tibetano: __ “ é e esse lance de conseguir alguma coisa tem um nome ...o nome disso é peixada auhauhauhuha”
*** Na realidade, o que é sorte? A sorte é pura? É fé? A fé se mistura? Hã?
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