quarta-feira, 22 de abril de 2009

Até o fim raiar... gira sol, gira...


"Ouvi dizer
Do o teu olhar ao ver a flor
Não sei por que
Achou ser de um outro rapaz
Foi capaz de se entregar
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim
Mas mesmo assim...
Minha flor serviu pra que você
Achasse alguém
Um outro alguém que me tomou o seu amor
E eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu...
Tua flor me deu alguém pra amar
E quanto a mim?
Você assim e eu, por final sem meu lugar
E eu tive tudo sem saber quem era eu...
Eu que nunca amei a ninguém
Pude, então, enfim, amar...vai!"

Musicalidade: Los Hermanos_A flor.
Sentimento de hoje: me sentindo inteligente emocionalmente e nostalgica também.
Nada pessoal ou relacionado a essa música, é que escutei ela bastante hoje de manhã, ficou na cabeça, e outra? quem nunca foi trocado? ou abandonado no meio do caminho...
coisas casuais, resta saber o que sobra além delas.
Imagem:Gira sol... até o fim raiar.

domingo, 19 de abril de 2009

CALÍGULA!


FANTÁSTICO, EXPLÊNDIDO, MARAVILHOSO, FABULOSO, INSTIGANTE, PERTUBADOR, PERFEITO!
Ontem, fui ao teatro na companhia da minha amiga ver Calígula, peça do intelectual francês Albert Camus, e sinceramente, saí surpreendida e pensando muito, a respeito de muitas coisas, principalmente em política e história, e nos políticos da história.
Fico me perguntando se o nosso querido prefeito dessa cidade do horizonte mais belo, que ali estava presente, pensou da mesma forma ou similar a mim. Será?
Pois bem,o espetáculo traz Thiago Lacerda na pele do imperador romano Gaius César Germanicus, o Calígula, que reinou entre os anos 37 e 41, ficando conhecido por sua natureza extravagante, louca e por vezes, cruel.
Soube que na verdade, a intenção do autor ao retratar um imperador louco era fazer uma alegoria do líder nazista Hitler, que na época em que a peça foi escrita, 1942, estava no comando de boa parte da França.
Dirigida pelo mineiro Gabriel Villela, a peça tem como ponto de partida um incesto, na verdade, a morte de Drusilla, irmã e amante de Calígula. A partir daí o imperador constata que os homens morrem e não são felizes, Calígula mata para preencher seu vazios, e vê na morte uma beleza, ele vive passando pela lucidez, a tristeza, o remorso até acabar na loucura.
Neste sentido, a peça aborda questões da felicidade, da liberdade e do poder. Trata-se de uma reflexão sobre o homem e aqueles que podem ser seus extremos, como a loucura, o absurdo, a tristeza, o desencanto e a ferocidade, que afloram nos personagens.Ao expectador atento, o texto sintetiza com eficácia outros traços da figura do imperador: a lucidez, a tristeza, uma envergonhada ternura, o remorso pelo amor perdido, a espantosa solidão e o desencanto, dos quais afloram a medida de uma grandeza humana que, por mais enlouquecida que seja, não pode deixar de nos maravilhar.
O texto sofreu algumas adaptações e ficou bem atual, até cômico em alguns momentos, muito culto e simplório, poético e cheio de floreios, sem pudor e semi-nu [Thiago Lacerda continua com uma barriguinha de tanquinho hahaha, não pude deixar de reparar a saúde do moço ¬¬], muitíssimo profissional, surpreendente, extravazado...
É com certeza uma das peças mais surpreendentes, instigantes que já vi, estou sem palavras, Calígula tem tudo no ponto certo: Emoção, comédia, romance, ação, conspiração, loucura e tudo, tudo isso por conta do amor, sempre ele.

Musicalidade: A da peça: Non je ne regrette rien_Cássia Eller
Foto: Divulgação
Sentimento de hoje: Mesmo tendo visto ontem, ainda estou maravilhada e pertubada...

Ficha Técnica:
Direção: Gabriel Villela
Elenco: Thiago Lacerda, Pascoal da Conceição, Magali Biff, Pedro Henrique Moutinho, Ando Camargo, Rodrigo Fregnan, Jorge Emil, entre outros
Cenários: J.C. Serroni
Figurinos: Maria do Carmo Soares

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vou-me embora pra São Tomé


Vou-me embora pra São Tomé
Lá é melhor que Passárgada
Lá os ventos acariciam meus cabelos
O sol doura minha pele mesmo no clima frio
Em São Tomé o cruzeiro é mais alto
Mais perto de Deus
Vou-me embora pra São Tomé
Viver por lá uma vida simples
Sem luxo, sem ostento.
Só o céu ostenta as pedrarias raras inalcançáveis
Vou-me embora pra São Tomé
Tomar banho de cachoeira
Lavar a alma com banho de lua
Beber do vinho quente na noite fria
Compartilhar minhas historias de pouca experiência de vida
Trocar minhas necessidades absurdas por necessidades básicas.
Vou-me embora pra São Tomé
Voar junto com as borboletas
Subir nas pedras mais altas pra gritar
Compassar meu coração com o barulho das águas
Beber do mel das abelhas amistosas
Vou-me embora pra São Tomé
Pra nunca mais voltar
Pra respirar ar puro
Pra descansar a vista com sonhos lúdicos
Pra viver sem identidade
Pra viver mais livre, mais autêntica.
Pra viver mais, mais feliz.

Textualidade
: Texto sem rima, sem nexo, fiquei só na vontade![Março/2009]
Imagem: Foto em São Tomé das Letras-MG 2008, 1440m de altura ihuuu!
Sentimento de hoje: nostalgia, vontade de ir embora e não vê mais ninguém! Bléééh

domingo, 12 de abril de 2009

Páscoa é o caralh* quero chocolate! Háháhá ¬¬


Páscoa? Ai meu "Deus", mais uma comemoração? ôôÔôh já cansei caramba!
"A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade", [poutz grila, achei que era o Natal!!].Pois bem, você jovem leitor cristão, sabe o que se comemora na páscoa? [ps: eu não sabia, não sou cristã e além do mais, sou inculta]
Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua suposta morte por crucificação que teria ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.[Há controversias sobre essas informações amigo]
[Segundo texto da enciclopedia mediocre on line: WIKIPEDIA]
Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
A suposta última ceia partilhada por Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos [será que eles comeram bacalhau?]. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Jesus por altura da hecatombe dos cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta festividade.
Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pesach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o historiador inglês do século VII, Beda.
[É o seguinte: não entendo absolutamente nada sobre a páscoa e afins religiosos, gente?! a páscoa virou sinônimo de chocolate, não que eu me importe com isso, pra mim é apenas mais uma data comemorativa religiosa, que perdeu o sentido, assim como todas as outras.
Mas também viu?! que necessidade... a religião cristã deve ser a campeã de feriados... hahahaha, não pense:"quê povo mais religiso", porr* nenhuma, povo mais à toa e quem ganha com isso? the STATE...
Termino com essa frase: JESUS ERA UM HÉROI.. ¬¬]

Textualidade: Wikipedia, a enciclopedia média e meus comentários ociosos...
Desconsidera aí, hoje é domingo de páscoa.. vou ali comer meu ovo de páscoa..
hahahahahahahahaha
Música:Com açucar, com afeto_Chico Buarque
Imagem: da net [Páscoa? Pra que? Pra quem não entendeu: é um cachorro trucidando um coelhinho, símbolo da páscoa! ¬¬]

quinta-feira, 26 de março de 2009

Hegel ESCRAVOCRATA


Li algumas coisas ultimamente sobre Hegel, e sinceramente, tomei uma outra visão.
Hegel escrevia então em suas pretenções sobre filosofia da Historia, que os povos negros “são incapazes de se desenvolver e de receber uma educação”. Acontece, entretanto que exatamente na época em que o filosofo germânico escrevia estas linhas, os europeus “empreenderam a exploração real, moderna e cientifica da África e começavam assim a lançar os fundamentos de uma avaliação racional da História e das realizações das sociedades africanas.
Será que a submissão cultural de um povo mais fraco a outro mais forte, mais astuto, faz desse povo incapaz? Bem, acho que não é bem por ai. Não podemos deixar de destacar a forte influencia dos povos africanos em culturas latino amricanas [principalmente]. Todo esse sistema de colonização do século XV ao XIX, desencandeia uma ordem de fatos sociais que fazem desses povos colonizados, povos nessa ocasião mais fracos. Veja só, os africanos foram colonizados pelos europeus, em todos os aspectos, culturais, políticos, lingüísticos, religiosos, sociais, mas, ao colonizar a América Latina, os europeus fizeram dos povos negros da África mão de obra, fizeram-nos escravos. E em relação aos latinos americanos? Acha mesmo que a cultura deles é assim tão fraca e tímida? Bem, é de se notar que não, está ai a miscegenação das culturas, estão ai na boca do povo expressões genuinamente africanas, hábitos oriundos dos povos negros, costumes, religiões. O que não ocorre hoje, mesmo com a escravidão abolida, é a proteção efetiva dos direitos desses povos. E o que pode ser feito? As medidas governamentais internacionais tem-se tornado tão efetivas? Háháhá, só estão tentando consertar o estrago que eles mesmos fizeram. Nada mais, o que não leva ao julgamento de uma cultura pelo fato histórico que a marcou. A colonização, escravização dos negros não faz deles um povo “incapaz, subdesenvolvido” como diz Hegel, mas sim, a conseqüência desse ato inpenssado, dos primórdios do capital e seu regime, do lucro acima de tudo e da falta de consideração do ser, mas sim do ter.

[Musicalidade: Nenhuma..
Imagem: Quem poderia ser? HEGEL
Sentimento de hoje: Pode ser pessoal? CANSAÇO!]

domingo, 15 de março de 2009

Latrocínio: eis a questão


Latrocínio é avaliado como crime contra o patrimônio, mas é um ilícito que também atenta à vida. O que é mais valorizado? A vida humana ou o patrimônio?
Conduta típica com maior pena cominada no Código Penal Brasileiro, 20 a 30 anos, contando que 30 anos é o máximo de pena que alguém pode ficar preso, segundo a Constituição Federal em algum daqueles incisos despretenciosos do art 5°, segundo a carta magna, ninguém pode passar mais que 30 anos de privação de liberdade.
A tipicidade do latrocínio é verificada na conduta de matar alguém para obter patrimônio alheio, pois bem, imagine a situação de um indivíduo que tenta furtar, faz ameaças e agressões como meio de diminuir a resistência da vitima, para então subtrair coisa alheia móvel. Se em uma dessas agressões o agente empurra a vítima e esta cai e bate com a cabeça, ocorrendo-lhe traumatismo craniano, causando-lhe morte? E ai Zé? Tu acha que acontece o que com o infeliz? Veja bem que o agente agiu sem intenção de matar, não há presente o dolo, mas a culpa.
Pois meus caros, no Direito Penal brasileiro, ainda assim ele seria enquadrado no art 157, ou seja, latrocínio e não em tentativa de furto qualificado, já que houve resultado diverso do pretendido, absurdo né? Isso no mínimo deveria servir como reflexão, eu pensaria “trocentas” vezes antes de tentar furtar alguém, mas, a maioria da população nem sabe o que é Código Penal, e a prática do furto, muitas vezes é conseqüência de uma necessidade, e a necessidade é conseqüência do descaso do Estado, da falta de interesse do Poder Público de prover no mínimo as garantias constitucionais descritas na mesma porr* do artigo 5° da Constituição Federal.
A lei penal brasileira não distingue no caso do latrocínio se o agente teve ou não intenção de matar, se o agente agiu com dolo ou com culpa. Então temos um confronto de dois bens tutelados: o patrimônio e a vida humana. Qual deles é mais valorizado?
Importante destacar que a pena mínima para tal crime é 20 anos e a máxima 30, é um crime hediondo, com morte humana que não vai a juri popular, não é considerado tão somente crime que atente a vida. Será que isso ta certo? [eu e minha mania de especular se ta certo ou não]. Tal dosimetria de pena e qualificação de tipicidade atende ao princípio da proporcionalidade? É a pergunta que não quer calar.

[Musicalidade: Death of a disco dancer_ Smiths [nada a ver com o tema, eu tava escutando quando escrevi o texto
Imagem: Uma morte qualquer, mais uma entre muitas que é comparada com o patrimônio que se tem, e valorizada de acordo.
Sentimento de hoje: INDIGNAÇÃO!]

quarta-feira, 4 de março de 2009

Cristianismo e Darwin


Vaticano promove conferência sobre teoria de Darwin
Cientistas, filósofos e teólogos discutem compatibilidade do evolucionismo com ensinamentos católicos.

O Vaticano realiza nesta semana uma conferência de cinco dias marcar o 150º aniversário da publicação do livro "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, publicado em 1859 e que traça as bases da teoria da evolução.

Esta é uma das duas conferências acadêmicas internacionais que estão sendo patrocinadas pelo Vaticano em 2009.

O objetivo das conferências é promover uma nova análise do trabalho de cientistas cujas ideias revolucionárias desafiaram as crenças religiosas, como o astrônomo Galileu Galilei e o biólogo britânico Charles Darwin.
Cientistas, filósofos e teólogos do mundo todo se reúnem na famosa Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma para discutir a compatibilidade da teoria da evolução de Darwin com os ensinamentos católicos.

Dados publicados 03/03/09 BBC

Igrejas cristãs têm sido hostis à teoria de Darwin devido ao fato de ela entrar em conflito com a versão bíblica da criação do mundo.

Mas a Igreja Católica nunca condenou Darwin como condenou e silenciou Galileu Galilei. O papa João Paulo 2º, por exemplo, afirmava que a evolução era "mais do que uma hipótese".

Mas, mesmo recentemente, em 2006, o cardeal católico Christoff Schoenborn, de Viena, ex-estudante e amigo do papa Bento 16, gerou polêmica ao afirmar que a teoria da seleção natural de Darwin era incompatível com a fé cristã. E ontem, vi no "glorioso" [estou sendo irônica] Jornal Nacional, exibido na Rede Globo de Telecomunicações, uma notinha, notinha mesmo, beeeeeem pequenina, dizendo a respeito dos sinceros pedidos de desculpas do Senhor cardeal em evidência, afirmando que Darwin pode estar certo, [repare que ao dizer "pode" ele denota resistência ao admitir]. Que coisa não? E como será ter que admitir que existe vida extraterrestre?
Esperem só, não perdem por esperar, ou você acha mesmo que tava sozinho no universo todo, que não é infinito como se pensava, e que é você a única vida inteligente, que sabe que sabe que existe!?
Háháháhá... Deus tenha piedade de nós.

Encerro com trecho da letra da Legião Urbana:
"Senhor piedade, senhor piedade...
Dessa gente careta e covarde.
Vamos sentir piedade, senhor piedade um pouco de coragem".




"O design de organismos não é o que se esperaria de um engenheiro inteligente". "Defeitos, disfunções, esquisitices, desperdício e crueldade permeiam o mundo."
[Ayala]