quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pra bom entendedor meia palavra basta "...ecil"!

Quem leu a revista Veja da semana passada (8 de Outubro 2008)? Gente quase morri de rir do que Fernando Veríssimo escreveu sobre a filosofia de Wittgenstein (Witt o que mesmo?)
Ele começa relatando que o “Witt” modificou a filosofia, ou melhor, até acabou com ela, pois bem, Fukuyama não acabou com a história? Ou foi Hegel? Ah sei lá!
Bem, Wittgenstein, fora judeu, superdotado (intelectualmente falando, porque do resto eu não sei mas será?), e ainda era herdeiro do homem mais rico de Viena, na época que Viena era o centro do mundo.
Há rumores que nosso querido Witt freqüentou o mesmo banco escolar que nosso (nosso o que mesmo?) Hitler, em Linz. Bem queridos leitores, eu também não acreditei quando li isso na coluna, mas, os dois nasceram no mesmo ano! Um acabou conquistando (entre outras coisas) o país que eles nasceram, você sabe quem deles né?
Independente disso, os dois austríacos vieram ao mundo para balançar coretos, um, todo mundo sabe, o coreto político/militar/geográfico de Stalin, Roosevelt, e o outro abalou 2000 anos de filosofia.
Bem, se interessou? Então procure o livro “O tição de Wittgenstein” fala a respeito do filosofo e de sua briga famosa com Popper, que durou apenas dez minutos, mas que entrou pra história.
Pois bem queridos, deixemos os caracteres que me restam, para citar alguns dizeres do nosso querido Witt (Oh menino lindo!!!)
1- “Todo objeto é idêntico a si mesmo” (Claro né? Maça é o mesmo que maçã kkk).
2- “Ética e estética são uma e a mesma coisa”
3- “A estrela da manhã é a estrela da manhã” (não poderia ser a lua que só aparece anoite).
4- “Um meio de obter é não procurar, um meio de ter é não pedir e somente acreditar que o silêncio que se crê em você é a resposta ao seu mistério”. (Perdão gente, me confundi, isso é da Lispector).
5- “Se eu sei alguma coisa, então eu também sei que sei alguma coisa etc...” (equivale a: “Eu sei isso”, quer dizer, “Eu sou incapaz de estar errado quanto a isso”, mas para isso ser assim, precisa ficar estabelecido objetivamente).
6- “A é o mesmo que a letra A” (Nossa que revelação!)
No final das contas, Bertrand Russel, mentor e conselheiro do nosso menino de outro Witt, ficou de saco cheio e caiu fora, foi o único a ler seu derradeiro texto de apenas dez linhas e disse o seguinte (palavras de Russel): “Não entendi nada, mas é genial”.
(Ninguém me convence que ele não estava de sacanagem kkk).
Bem, ao fim da coluna, Veríssimo deixa para que reflitamos dois pensamentos dele:
1- A filosofia é uma coisa que discute filosofia
2- Wittgenstein não é o mesmo que Wittgenstein

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

7 Anos

É , faz sete anos hoje, e acho que não deveríamos esquecer, de um dos maiores ataques terroristas de todos os tempos. Desde então o governo "estadunidense" viu seu império diluir.

Onde foi parar tanta supremacia? Tanta soberania?

Cadê aquela autoridade toda de donos do mundo Mister "Bucho" kkkk?

Bem chega ser hilário, e não há nada de novo nisso tudo. Lamentamos apenas a morte de tantas pessoas, mas mister salientar que ambos os lados tem uma explicação e uma doutrina a defender. Mas será que foi tudo baseado numa teoria de conspiração?

O dicionário define teoria da conspiração da seguinte forma:

"Teoria que busca explicar uma polêmica como uma trama de um grupo secreto e não como um ato individual isolado".

*** Sete anos após toda essa calamidade, os mortos ainda são chorados e o império nunca mais foi estruturado como antigamente!

Até quando?

A maldade humana agora não tem nome!

domingo, 24 de agosto de 2008

A Ditadura da Carne


"Queria escrever um texto falando sobre o consumo da carne,quer dizer,como um pedaço de matéria em decomposição pode ganha status de rei?Mas percebi que o assunto da alimentação,com adeptos fervorosos,fazendo reverencias agradecidas pelo deleite no genocídio,consumindo inocentemente no ato,que justifica os meios.É só a ponta da maminha! pois o tema esta extremamente entrelaçado aos desejos de saciação como um todo.
As putas no alto da Afonso Pena,oferecendo corpos a mostra e estipulando o preço de um consumo rápido,não chegam a lembrar açougue,com todas as suas praticas funestas,mas comparando a um fest-food,ou barraquinha de cachorro quente os mais distraídos podem confundir relações de parentesco não declaradas.
Em busca do prazer,o olhar se vira em direção ao decote,que responde estimulando o balanço da blusa.De repente tem-se uma orgia no meio da rua,com pessoas jogando vinho uma nas outras,se esbaldando em jarros de alegria,lambendo sem pudor corpos nus.Confusões de caras satisfeitas,gritam em coro marchinhas de carnaval e”viva o sexo!”O rei fica contente.
A ditadura da carne é implacável em forja interesses e ideais,inconscientemente todos seguem os desígnios ocultos de empenho geral para o bem satisfazer-se.O ditador não precisa de braço armado,nem contrato de arrendamento,muito menos sutilidades no trato.Porque o intimo munido por conspirações,mascara o "anormal".Assim o bem estar,auto regulador, protetor,invisível e onipotente,sobrevive por si só,em auto mutilações."


(Texto-Contribuição do meu querido amigo Nilto!, obrigada!)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A vaidade como impulso exagerado de um estado anti-social


Por razões de segurança pessoal, os homens decretaram que são todos iguais para formar uma comunidade, mas visto que essa concepção é, em última análise, contrária à natureza de cada um e aparece como algo forçado, quanto mais a segurança geral é garantida tanto mais novos ímpetos do velho instinto de preponderância começaram a se mostrar: assim, na delimitação das castas, nas pretensões às dignidades e às vantagens profissionais e em geral nos aspectos da vaidade (maneiras, vestuário, linguagem etc.). Mas a partir do momento em que se começa a prever algum perigo para a comunidade, a grande maioria, que não faz valer sua preponderância, nos períodos de tranqüilidade pública, restabelece novamente o estado de igualdade: os privilégios e vaidades absurdos desaparecem por algum tempo. Se, no entanto a comunidade social desmoronar completamente, se a anarquia se tornar universal, o estado natural brilhará de novo, com a desigualdade despreocupada e absoluta como foi o caso na ilha de Córcira, segundo o relado de Tucídides. Não há nem direito natural nem injustiça natural.


Imagem
: Obra desconhecida_ Artista Descolhecido
Musicalidade: Anarchy in U.K._ Sex Pistols

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O homem como aquele que mede


Inicia com Descartes a ruptura da filosofia com cunho religioso, não, não quero dizer que a partir de agora Deus está morto, deixa isso pra dois séculos mais adiante, com aquele indivíduo que não tinha muitos bons motivos pra viver, e contestou tudo e todos, e matou Deus e desgraçou Sócrates. Bem, voltando ao assunto, a partir do século XVI, com René Descartes o homem torna-se feitor do seu próprio destino, deixa de ser coadjuvante nessa cena, deixa de ser alguém que vive a vida como quem lê um script, e passa a ser artífice, diretor dessa grande obra que segreda o mundo. Rompendo com a escolástica e a metafísica, sem negar Deus, ao contrário o provando matematicamente, Descartes põe o homem como senhor do seu próprio destino, assim sendo, abre a liberdade para outros irem mais adiante, como Nietzsche, radical ao extremo, mas ótimo, ótimo pensador, pela coragem e pela persuasão, já que foi cristão.
Deixo-lhes um conselho: Ao descordar de um assunto, tenha argumentos plausíveis e bem fundamentados para refutá-lo, ou seja, o conheça “de cabo a rabo”.


Pos scriptum (p.s.): Curiosidade, a palavra "homem" significa "aquele que mede, mediador"-> a medida, avaliação, a balança e o peso.


Musicalidade: Roda Viva_ Chico Buarque
Imagem: Autor desconhecido_personagem: Descartes e 'plano cartesiano', é mediador, háháhá

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"Uhuuuuu gato preto cruzou a estrada, passou por debaixo da escada"


Sexta-feira 13.. que há de mau nisso?
"Superstição" vem do latim superstitio(latim agora é minha língua madrasta), que significa "o excesso",na conotação de sobrevivência do que é considerado antigo atualmente.Em qualquer acepção, designa "o que é alheio à atualidade, o que é velho". Transpondo para a linguagem religiosa dos romanos, o vocábulo "superstitio" veio a conceituar a ocorrência de cultos arcaicos, populares, não mais condizentes com as normas da religião oficial, qual seja a católica. O número 13 é tido ora como sinal de infortúnio, ora de bom agouro, é uma crença proviniente de conceitos pagãos.
"A idéia do 13 como um indício de má sorte surge da concepção que o judaico-cristianismo tem da morte, que não é, necessariamente, a idéia que Jesus teria tido. Especula-se, inclusive, que Jesus, sendo um sábio iniciado, possa ter estipulado o número de pessoas à mesa em 13 precisamente por causa da magia do número". São 12 os apóstolos sentados à Santa Ceia, contando com J.C. são 13 pessoas.Há também rumores que J.C. havia morrido numa sexta feira (a chamada sexta-feira santa, contraditório não?)
Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira, não lembra "friday"?), após o convertimento ao Cristianismo das tribos nórdicas e alemãs, Friga foi posta como bruxa e por isso, a cunho de vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o "tinhoso"(acho que se reuniam pra bebericar absinto, "o elixir proibido", e falar mal da vida dos outros). Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Os humanos necessitam da imaginação para explicar os frutos podres que colhem na vida não é mesmo? Se algo dá errado, a culpa nunca é minha, é sempre de outrem, castigo de "Deus", coisa do "diabo". Sempre foi assim, só não sei se assim será sempre!
Háháhá, há também quem considere o número 13 como sorte, está ai o nosso estimado ex- técnico da seleção brasileira de futebol Zagallo.
Bem, o que tenho a desejar é: Boa sorte!
Mas o que é sorte? isso existe?
é assunto pra outro "post", por ora..se virem um gato preto com os olhos vermelhos por aí, devolvam-me, o meu fugiu de casa faz alguns dias..(háháhá..falácia)

Imagem: obra desconhecida, autor: "NAC"*
Título: Trecho de " O vira", Secos e Molhados

quarta-feira, 4 de junho de 2008

"Toada Velha Cansada"


Quem? eu?
Eu envelhecerei?
Desgastarei como um plástico?
Não, estão enganados, eu não!
Ficarei velha e sem importância um dia
E minha beleza?
O que vai ser feita dela?
Vai ser retirada de mim como um demaquilante?
Oh que mundo!
E o que restará?
Um coração cheio de ditames e nostalgia
Memórias em uma cápsula vazia
Linhas e expressões cheias de estórias
Em cada parte do meu corpo, uma nova ode singular.
A vida passará sem me dizer adeus
E no meu rosto ficarão os ferimentos, mas com eles a curativa alegria.
A triste nostalgia, a vaidade descabida, a saudade infinita.
Eu viverei os dias escritos
E não me demaquilarei, deixarei lá, todas as marcas, todas as cores...
Recolorirei essa aquarela um dia, um dia, um novo dia.




Texto: Thuany Freitas (Fev/2008)
Foto : Thuany Freitas (2007)